Sempre Inocentes. Do princípio das Coisas. Do nunca terminar um feito. Do jamais desistir de um sonho. Do sonhar sem destino. Do mundo. Das coisas. Das pessoas.
4.8.06
Culpada
Perdi-lhe o rumo. Deixei-o levar-se por si só, sempre livre e inocente. Agora, perdi-lhe o sabor e a magia. Perdi o jeito e a vontade. Serei eternamente culpada. Jamais inocente.
30.7.06
A vida...
26.7.06
Pretérito perfeitamente acabado
Num canto do quarto deixei-me ficar. Esperei por ti, na noite chegada. E no canto do chão olhei-te deitado, à espera de mim, de luz apagada. Deixei-me ficar, esperando por ti. Esperaste deitado, na noite acabada.
18.7.06
Este blog fez dois anos no passado dia 15 e, nem eu, nem ninguém, se lembrou do facto. Acho que revela uma série de coisas:
- Eu já não tenho tempo para isto;
- Os leitores já não têem tempo para isto;
- Ando esquecida;
- Andam esquecidos;
- Sou distraída;
- São distraídos, os meus hipotéticos leitores.
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Dito isto, resta-me agradecer a todos os que contribuíram para dois anos de inocências e indecências constantes. Homens, mulheres e coisas do género. Todinhos, até aqueles a quem nunca prestei a devida atenção. Asulado, a culpa é tua!
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11.7.06
Tropicalismos
Sem nunca lá ter estado, hoje estive em África, sob uma chuva quente, quente. e o vento soprou forte, escaldante, refrescando o pescoço molhado.
5.7.06
Fomos
Fomos grandes
Fomos fortes
Fomos capazes
Fomos menos
Fomos putos
Fomos vencidos
Fomos...
Portugal.
Já fomos...
Fomos fortes
Fomos capazes
Fomos menos
Fomos putos
Fomos vencidos
Fomos...
Portugal.
Já fomos...
29.6.06
Solteiro II
Aos quinze anos prometera nunca mais amar ninguém como amava aquela miúda do 1º frente. Os primeiros beijos e amassos faziam-no acreditar que era a mais fácil promessa de cumprir.
Aos 19, prometera, entre um bacardi e outro, ao seu melhor amigo, que nunca o trocaria por mulher nenhuma. As amizades ficam para sempre, já as mulheres... Achou-se grande e homem, com a promessa sentida. Depois prometeu à ex-namorada do ex-amigo traído que seria ela a mãe dos seus filhos. Quando saiu do "hotel mamã", aos 25, prometeu que não voltaria a não ser para levar o resto da tralha, livros incluídos. Prometeu portar-se bem, prometeu não se perder na vida, prometeu ser honesto, trabalhador e participar nas reuniões de família.
cada vez mais colocava em causa as suas promessas.
Aos 19, prometera, entre um bacardi e outro, ao seu melhor amigo, que nunca o trocaria por mulher nenhuma. As amizades ficam para sempre, já as mulheres... Achou-se grande e homem, com a promessa sentida. Depois prometeu à ex-namorada do ex-amigo traído que seria ela a mãe dos seus filhos. Quando saiu do "hotel mamã", aos 25, prometeu que não voltaria a não ser para levar o resto da tralha, livros incluídos. Prometeu portar-se bem, prometeu não se perder na vida, prometeu ser honesto, trabalhador e participar nas reuniões de família.
cada vez mais colocava em causa as suas promessas.
Solteiro I
O fumo do cigarro subia, preguiçosamente, em direcção ao candeeiro de pé alto, colocado ao canto da sala, entre dois sofás encarnados. Fora, aliás, a única mobília pela qual tinha feito um esforço para trazer do seu passado com ela. Um candeeiro de pé alto e dois sofás encarnados eram agora a sua única companhia. Isso e os livros, dos quais prometera, ainda solteiro, nunca se separar. Colocava agora em causa todas as suas promessas.
Prometera um rio de coisas, a um mar de gente. Nem sempre as tinha cumprido.
Prometera um rio de coisas, a um mar de gente. Nem sempre as tinha cumprido.
28.6.06
Infelizes
Ando a ler um livro inquietante sobre um livro inquitante. Agita-me a alma, sempre que o folheio. é absorvente e rouba-me tempo, mais que um relógio. É delicioso. E fala da felicidade dos infelizes. A felicidade de escrever as amarguras. Escreve-se sempre melhor quando a vida nem por isso corre bem. Talvez isso explique a minha ausência. Ando em "maré alta" há demasiado tempo para ser verdade. e sinto falta de me sentir triste para escrever palavras bonitas. E cada vez me convenço mais que as palavras são mais felizes nas penas dos infelizes.
27.6.06
Um texto para a imagem
Hoje vi uma fotografia daquele velho celeiro, onde o Universo se fechava sobre nós e mais nada existia em seu redor. Onde fizemos o nosso ninho ao amor completo e eterno, às escondidas de um mundo que se esforçava por não nos compreender. Fomos as chamas de um amor que se incendiava em labaredas que chegavam aos céus, em cada encontro furtivo.
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by Montenegro
19.6.06
12.6.06
Aqueles dias
Cansaço, calor, mau-humor, moleza, sono, indisposição, taquicardia, dor de cabeça = tensão pré-menstrual.
8.6.06
29.5.06
Memorandum
A mesa composta, o horário cumprido, os lugares marcados, os copos bebidos, os amigos no peito, a música na voz, o jantar já jantado, as violas afinadas... Noite dentro com alma cheia de vida, de amor, de amizade! É esta a minha noção de momentos felizes. Obrigado a todos os que contribuíram para essa noite fantástica!
26.5.06
Razões
Se há coisa que a razão me ensinou, é que nem tudo pode ser racionalizado.
Pessoas, sentimentos e pensamentos não são racionalizáveis.
Logo, nem sempre 1+1=2. Quase nunca, aliás.
Pessoas, sentimentos e pensamentos não são racionalizáveis.
Logo, nem sempre 1+1=2. Quase nunca, aliás.
25.5.06
Saber a sal
A noite cheirava a maresia e, entre uma curva do meu corpo e um beijo da tua boca, trocámos palavras salgadas pelo vento.
23.5.06
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