12.3.07

8.3.07

7.3.07

5.3.07

Nunca Indecente

Isto de se ser sempre inocente tem os seus "q's". Acredita-se nas pessoas piamente. E depois... é quase sempre o fiasco. Prefiro, ainda assim, continuar a acreditar nas pessoas. Mesmo que antecipe desde logo a desilusão. Acho que não faz sentido lidar com alguém, dia após dia, sem poder confiar, sem poder acreditar nas palavras, sem poder rir com vontade. Prefiro continuar a acreditar. E se é verdade, como normalmente me dizem "Um dia, quando cresceres, vais aprender a não confiar", eu sou uma péssima aluna. A vida tenta, tenta, tenta... mas comigo... não tem sorte nenhuma! Eu não aprendo! E orgulho-me disso! Prefiro ser Sempre Inocente.

19.2.07

Olá "sis",

Hoje bateu uma saudade do tamanho do mundo... Revi cada momento em que fomos felizes juntas, em que ríamos que nem loucas. Relembrei cada noite passada na varanda, quando partilhávamos os amores adolescentes! Revi-te na cama do Hospital, depois do Daniel nascer e após a cesariana do Miguel. Estavas tão feliz e cansada! Lembro-me de cada copo cheio de gelo que me pedias para o trincares e ficares com anginas!!! Consigo rir como dantes, das tuas loucuras com os filmes de terror, da tua paixão inexplicável por motas, do amor à música, do teu velho e enorme órgão... e quando te lembraste de pintar o cabelo de loiro? !!!! Que loucura! E lembro com saudade os "beiinho da boca" que chocavam a mamã! Ela anda tão triste.... Tomara poder acalentar-lhe a dor... Onde quer que estejas além de nos nossos corações, fá-la perceber que não te foste embora... a saudade consegue ser muito dolorosa... tu sabes.

Os meninos não perguntam por ti, lá em casa. Mas sei que sentem a tua falta. Todos nós. O teu/meu filho anda apaixonadíssimo por mim. Talvez te reveja em mim, não sei... E hoje só me apetecia abraçar-te muito, passear contigo pelas memórias boas da nossa vida... lembras-te quando casaste? E eu de perna partida, com gesso a perder de vista, que não parei de dançar... Foi tão divertido... e quando tentávamos fazer das reuniões de família um momento musical? LOL! Belos tempos, "sis"...

Queria poder colocar aqui todas as fotos da minha lembrança. Nessa impossibilidade, deixo aqui o resultado do nosso amor: o teu/meu filho, o Miguel.

Está terrível! Espreita-me no banho e só quer dançar no meu quarto! "tia ssussana, liga o rádio pa eu dançar!!!" Tá demais, mana!

Olha por nós.

Amo-te muito!

14.2.07

O valentão

Conhecia-lhe os gestos de cor, o cheiro a milhas e as curvas do corpo de olhos fechados. Era Amor que sentia. Não se tratava apenas de uma capacidade telepática. Era antes uma benção. Não é fácil encontrar a cara-metade. Mas sabia que, a partir do momento em que o vira, o mundo deixaria de ser uma incerteza e passaria a ser o ninho do seu Amor. Haviam passado por momentos de angústia, de dor, de saudade infinita. Mas, juntos, haviam sabido ultrapassar cada obstáculo. Era isso, afinal, o Amor. E nada tinha de Valentim. Era o Amor, o valentão. Resistente a tudo e a todos.

9.2.07

se as boas vibrações do dia de hoje se mantiverem, este vai ser um bom fim-de-semana. Bom euromilhões, bom voto no sim e bom descanso a todos!

7.2.07

Terminar a noite com um beijo molhado e um adeus sentido. Até sempre parece demasiado vago. O calor dos teus lábios são, com certeza, um melhor antídoto para a espera que nos espera. E a imagem da tua roupa espalhada no chão ao lado da minha será sempre o elixir refrescante de cada manhã.

29.1.07

Un poco, ma non troppo

É como nos restaurantes de comida italiana, o amor. Deve amar-se. Amar-se em quantidades consideradas suficientes. Mas não em demasia. Pode, pois claro, provocar azia. É que quando se ama a mais, corre-se o risco de amar quem não se deve. Amar tudo e todos pode ser um cocktail perigoso. Porque o amor não pára de crescer e o limite entre a satisfação e a overdose pode ser ténue. É ténue.

18.1.07

Silenciosamente

Queria poder gritar até partir as cordas vocais. E num grito surdo dizer ao mundo o que sinto. Queria gritar até me faltar o sangue nas veias. Gritar, gritar, gritar. Até mais não poder.

17.1.07

é a vida que me move. aquilo que ela me pode dar. ou tirar. é por isso que vivo e com vontade de viver. é daí que me vem a força de me levantar a cada dia que passa. da vida. do viver. do ser, sentir, vibrar. e há vida em tudo o que faço. em tudo o que vejo, que choro, que sinto. sou mais eu, mais vida, quando a penso. quando sobre ela medito. quando me deixo levar pelo coração. quando ouço músicas que me penetram a alma e a pele. sou mais eu, mais vida, quando reconheço os meus sentimentos nos outros. quando os sinto dentro de mim. quando, calmamente, os separo e reparto em compartimentos. e jamais serei capaz de os explicar. mas também hoje, na impotência de os classificar, sei dizer e sentir que a vida que hoje sinto em mim é mais cinzenta.
confusa e saudosa. de algo que ainda não sei. que ainda não sou. que ainda não vivi.

5.1.07

17 de Julho de 1975 - 02 de Janeiro de 2007

É num pretérito acabado que te escrevo. Não quero que seja passado tudo aquilo que juntas vivemos. Jamais morrerás dentro de mim. A saudade é já enorme e nunca chegarão as palavras amigas para acalentar esta dor profunda. Mas sei que tu sabes que o Amor que sinto por ti não se esvaiu e jamais parará de crescer. Estarás comigo e connosco sempre que o desejarmos. Estás cá dentro. E apenas no dia em que me juntar a ti a dor terminará. Mas nunca o Amor. Nunca o Amor.
Que possas, pois, daí desse lado da vida, olhar por nós, pelos meninos, pela mamã e pelo papá, que bem precisam. Obrigado por teres sido irmã, amiga, companheira, confidente, cúmplice... a nossa Elsa, que não corria - saltava! Que não sorria - gargalhava! Que não sobrevivia - VIVIA!
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Mana... Amo-te para sempre.

14.12.06

Amor, Força, Coragem, Crença

Peço-vos do mais fundo de mim que se unam neste círculo que me faz falta. Que me dá força, que me dá a crença de que tudo vai melhorar. Não sei se será superstição, mas da última vez funcionaou... As vossas palavras e energias positivas fizeram com que a minha irmã Elsa melhorasse. Quero crer que sim. Desta vez falta-me a coragem, desculpem-me aqueles que amo... Não sei se me bastará o Amor para vencer mais esta etapa.
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Palavras sentidas por mim

7.12.06

Silêncio, Verdade, Compaixão, Som

Há palavras que nos perseguem toda a vida. Verdade sempre foi uma delas. Acredito piamente que sou mais feliz assim, dizendo sempre a verdade. Cansei-me, a certa altura de sentir compaixãopor aqueles que preferem a chamada mentira piedosa. E como pode alguém ser vivo, real, feliz sem saber a verdade das coisas? Sei que sou muitas vezes acusada de ser cruel nas palavras, fria na forma de dizer, mas sei que não é no silêncio que as coisas acontecem. Tenho de ser verdadeira comigo, com este imenso mundo intenso que trago dentro de mim. E não posso, jamais, deixar-me encantar pelo som encantador da mentira ou da não-verdade. E só assim consigo ser verdade para fora, para os outros, para o mundo.
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palavras sugeridas por Simone

17.11.06

Sonho, Verdade, Evasão, Contensão

Bulia tanto como os outros. Não se achava melhor nem pior. Mas tinha um sonho. Vão, vago, vazio e incolor. Mas era em sonho, e isso enaltecia-lhe o ego! Sabia que era um sonho. Mas não sabia dizê-lo. Nem escrevê-lo. Era moço ainda, quando, num acidente de percurso, perdera a capacidade de comunicar com o mundo exterior. Era comum tentar compreender aqueles que o rodeavam, mas... ??? Sempre tão... estranhos! Se ao princípio ainda tentava esforçar-se por manter a atenção centrada nas palavras que não entendia vindas da boca de toda a gente, hoje, desistira. A verdade é que se perdia nos sonhos dos outros, nas suas manias de gente grande, de malta com pretenso futuro. Que sim, que faziam, que tal... mas nada disso lhe parecia real. Desconhecia se a contensão sentimental era propositada ou uma deficiência das pessoas ditas normais. Pensava então que o problema fosse seu. Talvez fosse o autismo, ou o atraso no desenvolvimento cognitivo, ou o acidente de percurso... ninguém sabia, mas a ele não lhe interessava nada disso. Sabia que no seu pequeno grande mundo de evasões constantes, jamais lhe poderiam roubar o sonho! O sonho de ser feliz, apenas o sonho de ser feliz.
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Palavras sugeridas por mfc

15.11.06

Beijos, Cigarro, Sabores, Chuva

Anoitecia devagar, como nos dias de Verão. O silêncio escondera-se connosco dentro de casa, ausentando-se do exterior cada vez mais ruidoso. Nos beijos que trocávamos havia o sol de Novembro que trocara a rua fria e chuvosa pelo calor dos nossos corpos. E numa sala que podia ser de Inverno, cheirava a mar quente de Verão, com os sabores da Primavera a explodirem num turbilhão de emoções.
O mundo acontecia cá dentro e nem os cigarros a arderem no cinzeiro faziam crer que o futuro seria enublado.
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Palavras sugeridas por Bubbles

7.11.06

gosto da vida assim como ela é. nem mais, nem menos. a minha não precisa de maiúsculas para ser vida viva. é vida, e pronto! e às vezes aposto que canso com esta lenga-lenga, porque até a mim me parece estranho fazer esta constante alusão à vida. chego a pensar que talvez seja um tipo de fuga ao inevitável: a morte. mas depois penso que viver é precisamente aceitar a morte. fazer dela apenas mais um pormenor da vida. porque é mesmo disto que somos feitos: vida e morte. e como sei que a morte é certa, acho lógico que tentemos viver sempre e sempre mais. porque eu gosto mesmo da vida, assim como ela é. sem metáforas, sem eufemismos mas com muitas hipérboles. Viver exageradamente conforta-me e dá-me a certeza de que fui feita para viver intensamente! e Amar a vida com maiúsculas!
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para a minha lis

6.11.06

Tudo, Aborto, Silêncio, Campainha

Há coisas muito relativas na vida. Impossíveis de afirmar tacitamente que são assim porque são. A pena de morte, o aborto ou a eutanásia. Relativo. Muito relativo. Tal e qual como quando encomendamos chinês e levamos para casa à espera que seja uma noite exótica. Depois da garrafa bebida torna-se difícil manter as aparências do exotismo de países que nunca visitámos. Dizemos sempre, um ao outro, que foi uma noite especial, regada com bom vinho a acompanhar os bambus, as algas e as carnes desconhecidas. Sabemos, no entanto, que é apenas mais uma forma de estarmos juntos, quebrarmos o silêncio do corpo e deixarmo-nos estar. Apenas por nós. Tudo, por nós. E quando a campainha do micro-ondas dá sinal, sabemos que o chocolate quente está pronto a regar o gelado de morango comprado num qualquer estabelecimento barato. E como na vida há coisas muito relativas na vida, às vezes sabe bem. Outras nem por isso.
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palavras sugeridas por Amaral

2.11.06

Raridade, abundância, montículo e sossego

Observava com relutância o passar do tempo. Passava horas a virar a ampulheta. Apreciava ver cair o fio de areia fina e branca, num movimento contínuo, criando, vagarosamente, um pequeno montículo na parte inferior. No entanto, fazia-lhe espécie que os minutos, as horas, os dias, as semanas e os meses a passarem provocassem tamanha revolta na cabeça dos mais crescidos. É certo: ouvira dizer que, nos dias que correm, ter tempo é uma raridade, mas... valeria a pena gastá-lo lamentando-se?
E ficava assim, relutante, a perceber como é que pequenos grãos de areia poderiam roubar o sossego de viver. Até porque, ao cair dos últimos grãos de areia, a abundância de tempo na parte inferior da ampulheta era evidente! Sim, é verdade que no topo da ampulheta existia agora o vazio, mas bastava inverter o processo, e voltava a sobrar todo o tempo do mundo!
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palavras sugeridas por João Viegas dos Santos