Sempre Inocentes. Do princípio das Coisas. Do nunca terminar um feito. Do jamais desistir de um sonho. Do sonhar sem destino. Do mundo. Das coisas. Das pessoas.
5.8.13
Todo o desejo num abraço
Por muito que me esforce, nunca sei como desejar o melhor para aqueles que amo. E acabo sempre por permanecer embrulhada nas piores palavras para a situação. E é então que opto pelo simples e completo abraço apertado! Não fica a faltar nada. Um abraço diz tudo.
2.8.13
Coisas que nunca ( ) mas que sempre ( )
Começa agora uma nova forma (para mim), de me "obrigar" a ser mais assídua aqui. A série "Coisas que nunca ( ) mas que sempre ( )" permite-me encaixar ali no meio dos parêntesis o que eu bem quiser e entender. Hoje, por exemplo serão as palavras "contei" e "fiz". Ou seja: Coisas que nunca contei mas que sempre fiz. Aqui vai:
Todos os dias de manhã, imediatamente antes de sair de perto da minha filha, dou-lhe um beijo forte e, se ela deixar, um abraço e, em segredo para comigo mesma, repito três vezes "Amo-te muito, amo-te sempre". Quero ter sempre a certeza que o "disse", que ela "ouviu" e sentiu o meu amor. Só para o caso de o pior acontecer e, por algum motivo aquele possa ser o nosso último momento juntas.
Agora que verbalizo isto vejo o quão ridículo, a roçar a esquizoftrenia, isto é.
Todos os dias de manhã, imediatamente antes de sair de perto da minha filha, dou-lhe um beijo forte e, se ela deixar, um abraço e, em segredo para comigo mesma, repito três vezes "Amo-te muito, amo-te sempre". Quero ter sempre a certeza que o "disse", que ela "ouviu" e sentiu o meu amor. Só para o caso de o pior acontecer e, por algum motivo aquele possa ser o nosso último momento juntas.
Agora que verbalizo isto vejo o quão ridículo, a roçar a esquizoftrenia, isto é.
30.7.13
Chegaram a ser vizinhos,
mas o Blogger chegou primeiro ao bairro. Tinha um grupo de amigos que fazia inveja a qualquer um. O rapaz era um fenómeno. Não havia alma que não quisesse fazer parte do seu círculo de amizades. E assim andava, feliz, sem grandes ondas! Um dia começou a ouvir dizer que havia um novo vizinho no bairro (parece-me que se chamava "blogosfera", o bairro), e que já começava a cair em graça da vizinhança. Chamava-se Facebook e era muito dado, de muito fácil lidação... bom rapaz! Que era trabalhador, que sabia imensas coisas sobre todos os vizinhos e.... fazia questão de contar tudo a toda a gente! Ainda assim, e sabendo o risco que corriam, pouco a pouco, os vizinhos começaram a contar-lhe a sua vidinha toda! Ora, como bom vizinho fofoqueiro que era, o Facebook não escondia nada de ninguém e, às tantas, já toda a vizinhança sabia da vida do vizinho do lado. E até da vida do vizinho que morava na rua mais longínqua! Foi o descalabro! O Facebook era tão popular, tão giro, tão fresco, que toda a minha gente se esqueceu do Blogger, moço educado, comedido, que só contava da vida alheia aquilo que a vida alheia lhe pedia para contar!
Até eu, me esqueci que o Blogger havia sido meu amigo, com tanto frenesim em torno da nova criatura! É verdade... Esqueci-me, inclusive, de todas as vezes em que desabafei, chorei, sorrir e gargalhei, sem ouvir da sua parte uma reprimenda, uma palavra mais brusca... Pelo contrário! Ficava ali, calado, a ouvir, sossegado... E chegámos a ser cerca de 40, lá os da blogosfera do algarve, que nos juntávamos todos, em torno do rapaz, a conversar, a contar histórias, a partilhar experiências...
Fico triste, hoje, ao perceber que a rapidez do Facebook se sobrepôs à calma do Blogger. Até nisto, o fast ganhou ao slow...
Sei que também sou culpada, alto lá que não me estou a ilibar! Mas agora, que a idade já é outra e a vida me foge das mãos a uma velocidade tremenda, decidi voltar à terra, ao mesmo "bairro" que me viu crescer e quero voltar a falar com o blogger! Aliás, aqui está ele! És sempre tão bom ouvinte! Deixa-te ficar assim, não tenhas pressa nem contes ao mundo o que aqui te digo. Fica entre nós. Entre estes, que por aqui ainda andam. Deixa, seremos só nós. Não faz mal. Ao menos, aqui, a vida corre mais devagar.
Até eu, me esqueci que o Blogger havia sido meu amigo, com tanto frenesim em torno da nova criatura! É verdade... Esqueci-me, inclusive, de todas as vezes em que desabafei, chorei, sorrir e gargalhei, sem ouvir da sua parte uma reprimenda, uma palavra mais brusca... Pelo contrário! Ficava ali, calado, a ouvir, sossegado... E chegámos a ser cerca de 40, lá os da blogosfera do algarve, que nos juntávamos todos, em torno do rapaz, a conversar, a contar histórias, a partilhar experiências...
Fico triste, hoje, ao perceber que a rapidez do Facebook se sobrepôs à calma do Blogger. Até nisto, o fast ganhou ao slow...
Sei que também sou culpada, alto lá que não me estou a ilibar! Mas agora, que a idade já é outra e a vida me foge das mãos a uma velocidade tremenda, decidi voltar à terra, ao mesmo "bairro" que me viu crescer e quero voltar a falar com o blogger! Aliás, aqui está ele! És sempre tão bom ouvinte! Deixa-te ficar assim, não tenhas pressa nem contes ao mundo o que aqui te digo. Fica entre nós. Entre estes, que por aqui ainda andam. Deixa, seremos só nós. Não faz mal. Ao menos, aqui, a vida corre mais devagar.
Quando as adivinhações se concretizam
toda a vida lhe tinham dito: depois dos trinta? Ai, depois dos 30... Cabelos branco, dor nas costas, o joelho que avisa das intempéries, a pele que não brilha, os dentes que apodrecem, as rugas que aparecem.
Sempre pensou serem apenas umas pragas disfarçadas de certezas de quem sabe.
Fossem o que fossem, eram verdade.
Agora, depois dos trinta, decidira fazer o mesmo: espalhar o pânico na mente das jovens carcaças de 22 anos. Aaaaaaaahhhhhhhhh! E sabia bem, saber que - praga ou certeza - aconteceria, depois dos 30.
Sempre pensou serem apenas umas pragas disfarçadas de certezas de quem sabe.
Fossem o que fossem, eram verdade.
Agora, depois dos trinta, decidira fazer o mesmo: espalhar o pânico na mente das jovens carcaças de 22 anos. Aaaaaaaahhhhhhhhh! E sabia bem, saber que - praga ou certeza - aconteceria, depois dos 30.
29.7.13
Sem título III
Trazia na alma a canção da manhã e no olhar a discussão da noite anterior. Tudo se resolvera na cama, como acontece com as pessoas que não amam. Mas amava. E não compreendia a solidão que teimava em manifestar-se.
Bebeu o café no sítio do costume, encontrou o homem lindo que bebia descafeinado às 8h55, esperou pelas 9h00 e largou 50 cêntimos em cima da mesa. Depois da porta do café da esquina era a selva. O barulho ensurdecedor, o cheiro a mortos-vivos, a cor amarela da cidade.
Baixou os óculos escuros até aos olhos, suspirou e fez-se à calçada. Evitou pisar a merda espalhada pelo chão, não tirou as mãos dos bolsos e acabou por chegar ao destino.
a canção da manhã continuava na alma, mas o olhar era agora de quem vampiriza a alma dos outros. Solidão, raiva, embargo na voz e uma tristeza imensa.
Segunda-feira.
15.2.13
Premonições??
Ontem ao final do dia fui jogar no euromilhões e no totoloto.
É que tive um sonho profundamente real no qual tinha ganho 140 mil euros num destes jogos (não me lembro qual). E acordei com a chave clara na cabeça, coisa rara, em mim. Anotei os números. E acreditei piamente que teriam prémio.
Como dizia o cego, a ver vamos.
É que tive um sonho profundamente real no qual tinha ganho 140 mil euros num destes jogos (não me lembro qual). E acordei com a chave clara na cabeça, coisa rara, em mim. Anotei os números. E acreditei piamente que teriam prémio.
Como dizia o cego, a ver vamos.
14.2.13
Heranças
Costumo brincar com o facto de, a única herança que recebi dos meus entes queridos que já cá não estão, ter sido uma asma do meu avô, as dores da minha avó e o mau feitio do meu pai. Quando a minha mãe também se for, espero herdar dela a capacidade de resiliência.Mulher forte!!!
Mas, dizia eu, costumo brincar com isto porque, de facto, não tenho nem nunca tive parentes ricos, que pudessem sequer fazer desejar a sua morte, como nas novelas brasileiras (e portuguesas!). Tudo bem, antes assim. Pelo menos sei que nunca vou ficar rica devido a heranças. Aguardo pacientemente uma sorte no euromilhões.
Os meus que já cá não estão deixaram-me coisas tão "mais melhores boas" que nem preciso de pensar em dinheiro:
- sempre que como caldeirada lembro-me da minha avó e da sua paciência para me "arranjar" o peixinho;
- sempre que como peixe frito do dia anterior e em vinha d'alho, lembro-me do meu avô e desse momento em que comíamos os dois à mesa esse belo petisco e me caiu o primeiro dente;
- sempre que faço arroz de tomate e de manteiga, tenho a minha avó ao lado;
- sempre que como um bife de vitela lembro-me do meu pai e dos excelentes molhos "au poivre noir" que ele fazia;
- sempre que faço bacalhau com grão lembro-me da minha irmã Elsa que amava grão cozido (e cujo prato de bacalhau com grão era mais de grão com bacalhau)
....
Enfim, podia continuar a lista, pois que cada momento do meu dia é recheado de lembranças boas das pessoas que amo e que se foram.
E não há, decerto, herança melhor que a lembrança.
Mas, dizia eu, costumo brincar com isto porque, de facto, não tenho nem nunca tive parentes ricos, que pudessem sequer fazer desejar a sua morte, como nas novelas brasileiras (e portuguesas!). Tudo bem, antes assim. Pelo menos sei que nunca vou ficar rica devido a heranças. Aguardo pacientemente uma sorte no euromilhões.
Os meus que já cá não estão deixaram-me coisas tão "mais melhores boas" que nem preciso de pensar em dinheiro:
- sempre que como caldeirada lembro-me da minha avó e da sua paciência para me "arranjar" o peixinho;
- sempre que como peixe frito do dia anterior e em vinha d'alho, lembro-me do meu avô e desse momento em que comíamos os dois à mesa esse belo petisco e me caiu o primeiro dente;
- sempre que faço arroz de tomate e de manteiga, tenho a minha avó ao lado;
- sempre que como um bife de vitela lembro-me do meu pai e dos excelentes molhos "au poivre noir" que ele fazia;
- sempre que faço bacalhau com grão lembro-me da minha irmã Elsa que amava grão cozido (e cujo prato de bacalhau com grão era mais de grão com bacalhau)
....
Enfim, podia continuar a lista, pois que cada momento do meu dia é recheado de lembranças boas das pessoas que amo e que se foram.
E não há, decerto, herança melhor que a lembrança.
8.2.13
Pensamentos Suspensos
Firmou-se frente à porta em bicos de pés. Pela fechadura antiga,
larga e enferrujada, conseguiu vislumbrar os botões de uma casaca
velha, de fazenda xadrezada.
Colocou as duas mãos à volta da maçaneta escorregadia. Esperava encontrar o corcunda da terra que, dizia-se, fazia bruxedos em noites sem lua, com sapos e cobras. Todo o quadro se desenhou na sua imaginação.
E num ápice, apenas porque alguém na cadeira ao lado espirrou, o rapaz deixou cair a tela que acabra de pintar na sala dos seus pensamentos.
Tudo bem. Neste caso, a tinta nunca falta e há sempre mais uma tela em branco para preencher.
Colocou as duas mãos à volta da maçaneta escorregadia. Esperava encontrar o corcunda da terra que, dizia-se, fazia bruxedos em noites sem lua, com sapos e cobras. Todo o quadro se desenhou na sua imaginação.
E num ápice, apenas porque alguém na cadeira ao lado espirrou, o rapaz deixou cair a tela que acabra de pintar na sala dos seus pensamentos.
Tudo bem. Neste caso, a tinta nunca falta e há sempre mais uma tela em branco para preencher.
6.2.13
Lar, quente lar.
A dor na nuca que se estende aos ombros, se espalha pelas costas e acaba nas coxas. O frio na ponta dos dedos dos pés, que teima em subir pernas acima, até esbarrar com a dor nas coxas. O desconforto do casaco vestido (pois claro!) e da luz artificial. Os dias ainda são curtos. O relógio avança, mas não rápido o suficiente. Tenho uma vontade tremenda de chegar a casa, beijar a minha filha, enfiar-me na banheira com ela e, depois do jantar, namorar com ele. Ele, que hoje faz 34 anos. Ele, que diz que está quase a entrar na andropausa. Que já quase se sente com 40. "Velho, mas não gasto".
Não é justo que a vida aconteça tão depressa. Ou que nós passemos por ela de forma tão fugaz. Não é fácil lutar, todos os dias, contra estes ritmos, estas dores, estes afazeres domésticos... e continuar a acreditar que vale a pena, que somos maiores que todos os contratempos, que o amor resistirá... Não é fácil. É díficil, diria, até. Mas é possível. É uma luta constante, mas é possível. E a sorte é que, todos os dias, quando acordo, me sinto sempre uma nova mulher. Sempre disposta a viver um dia de cada vez.
E é isto.
Hoje, ele faz anos. Mais um. Um ano bom. Mais um ano de nós, da nossa pequenina família. E somos felizes. E hoje, apesar das dores, do frio e do desconforto, vamos festejar, humildemente, lá em casa. Com amor, abraços, beijos e miminhos. Mesmo ali, no sofá. No quentinho do nosso lar.
Não é justo que a vida aconteça tão depressa. Ou que nós passemos por ela de forma tão fugaz. Não é fácil lutar, todos os dias, contra estes ritmos, estas dores, estes afazeres domésticos... e continuar a acreditar que vale a pena, que somos maiores que todos os contratempos, que o amor resistirá... Não é fácil. É díficil, diria, até. Mas é possível. É uma luta constante, mas é possível. E a sorte é que, todos os dias, quando acordo, me sinto sempre uma nova mulher. Sempre disposta a viver um dia de cada vez.
E é isto.
Hoje, ele faz anos. Mais um. Um ano bom. Mais um ano de nós, da nossa pequenina família. E somos felizes. E hoje, apesar das dores, do frio e do desconforto, vamos festejar, humildemente, lá em casa. Com amor, abraços, beijos e miminhos. Mesmo ali, no sofá. No quentinho do nosso lar.
30.1.13
Ora, sem querer dramatizar nem ser lamechas, recordo que desde 2008 que não morre ninguém próximo de mim. Sim, fiquei traumatizada com as 3 mortes que ocorreram entre Outubro de 2006 e Junho de 2008 na minha vida e, sem me aperceber, tornei-me medrosa. (atenção, não é merdosa, 'tá?) Sempre que tenho uma dor, uma "pontada", um mau-estar... fico logo a pensar nas doenças más cujos sintomas podem ser esses. Não chega a ser hiponcondria, mas é quase.
Além disso, Janeiro também foi um mês de sempre detestei (por ser também um mês associado a mortes. Sempre até que o deixou de ser. Há dois anos. Faz amanhã dois anos que o feitiço se quebrou.
A minha luz nasceu no último dia desse mês que, até então, me fazia andar a contar os dias devagarinho para ver se nada acontecia. A vida ( e a vinda) da minha filha mudou a minha visão da vida. E também da morte. A vida da minha filha mudou tudo, aliás. E já faz amanhã dois anos que o meu mundo muda todos os dias.
Além disso, Janeiro também foi um mês de sempre detestei (por ser também um mês associado a mortes. Sempre até que o deixou de ser. Há dois anos. Faz amanhã dois anos que o feitiço se quebrou.
A minha luz nasceu no último dia desse mês que, até então, me fazia andar a contar os dias devagarinho para ver se nada acontecia. A vida ( e a vinda) da minha filha mudou a minha visão da vida. E também da morte. A vida da minha filha mudou tudo, aliás. E já faz amanhã dois anos que o meu mundo muda todos os dias.
18.1.13
Desacordo ortográfico
Agora que o Brasil deu um passo atrás no tão aclamado acordo ortográfico, posso voltar a escrever sem o "corrector ortográfico interior" ligado. Ah!!!, que bem que sabe escrever "factura", "concepção", "recepção"... Sou outra mulher! (outra vez!)
17.1.13
Os dias de hoje
Se há 10 anos me perguntassem onde estaria no dia de hoje estaria longe de acreditar que seria (já) tão feliz. Partilho os meus dias com o homem que amo, numa casa construída por nós, com muito trabalho e sacrifício. A "regar" os nossos dias, temos o amor maior de uma filha linda, espeta e com uma personalidade de fazer inveja a muitos adultos. Trabalho, comidinha e dinheirito também não faltam. Temos saúde, todos nós. E é isto. Podia ter mais? Podia. Mas já tenho tudo.
16.1.13
What if...?
E se eu decidisse "ressuscitar" este meu espaço? E se, de repente, voltasse a dar vida a este meu lado "Sempre Inocente"? Teria leitores? A Pipi? O Santos Passos? O Asulado? A PF?... E tantos outros que conheci pelo caminho... será que voltariam? Well... nunca se sabe.
Ainda assim, com ou sem leitores, a efemeridade do Facebook fez-me sentir a falta desta minha "zona de conforto". E decidi confortar-me com mais frequência. A partir de hoje.
Obrigada a mim mesma! Eu mereço!
Ainda assim, com ou sem leitores, a efemeridade do Facebook fez-me sentir a falta desta minha "zona de conforto". E decidi confortar-me com mais frequência. A partir de hoje.
Obrigada a mim mesma! Eu mereço!
22.10.10
Só para abrir o apetite...
...informo que tenho ali no forno, nuns amenos 180º, um lombo de porco coberto com uma miscelância que acabei de inventar e que cheira tããããoooo bem!!!
Vamos fazê-lo acompanhar-se de um puré de batata instantâneo, que não me apetece fazer nada que me dê trabalho.
Bom fim de semana e bom apetite para nozes!
Vamos fazê-lo acompanhar-se de um puré de batata instantâneo, que não me apetece fazer nada que me dê trabalho.
Bom fim de semana e bom apetite para nozes!
21.10.10
Enamorada
Quanto mais a barriga vai crescendo e a criança ganhando espaço dentro de mim, mais enamorada estou pelo meu marido. E logo eu, que sempre achei que isto se acabava quando viesse um filho...
Sou muito mais feliz hoje que ontem.
Sou muito mais feliz hoje que ontem.
7.10.10
Ups...
De repente, a minha barriga, que não crescia e que mal se notava, fez... PLOP!
E agora parece mesmo que estou grávida! :)
E agora parece mesmo que estou grávida! :)
30.9.10
Hã? Crise? Qual crise?
É sabido que ando, de há uns tempos para cá, em reorganização da minha vida. Vem aí uma criança e mudei finalmente para a casa nova, vai daí, o tempo e disponibilidade mental para acompanhar o dia-a-dia do nosso país, tem sido muito pouca. Vá, nula, mesmo. A verdade é essa. Já não vejo um noticiário há mais de três semanas e jornais, só mesmo as gordas, na mesa do café. Ando uma baldas, eu sei. Eu, que há 5 anos atrás lia sete jornais por dia, ouvia três estações de rádio por causa das notícias e papava a Sic Notícias como se não houvesse amanhã. Eu mesma.
Mal não vem ao mundo, eu sei, e até me fez muito bem, não saber das desgraças deste nosso Portugal e do resto do mundo. Fez muito bem, e andei sempre apenas e só preocupada com a minha vidinha, com a minha família e o meu trabalhinho. Foi óptimo. Não fosse, agora de repente, assim de estalo, vir a saber que o estado nos está a cavar a cova ali mesmo ao virar da esquina. Aumento do IVA, corte nos abonos de família e nos benefícios fiscais afectam a minha vida. SIM! E só agora percebi no estado em que anda o país...
É mau... pois claro que sim... mas pensando be, poupei-me à preocupação antecipada e sem solução.
Antes isso. Do mal, o menos.
Mal não vem ao mundo, eu sei, e até me fez muito bem, não saber das desgraças deste nosso Portugal e do resto do mundo. Fez muito bem, e andei sempre apenas e só preocupada com a minha vidinha, com a minha família e o meu trabalhinho. Foi óptimo. Não fosse, agora de repente, assim de estalo, vir a saber que o estado nos está a cavar a cova ali mesmo ao virar da esquina. Aumento do IVA, corte nos abonos de família e nos benefícios fiscais afectam a minha vida. SIM! E só agora percebi no estado em que anda o país...
É mau... pois claro que sim... mas pensando be, poupei-me à preocupação antecipada e sem solução.
Antes isso. Do mal, o menos.
27.9.10
16.9.10
Ai, que bem que me sabe ouvir isto...
Leonard Cohen - Dance me to the end of love
(não se conseue ver aqui, mas vão mesmo ver ao you tube e verão como sabe bem... sabe a tarde de Inverno, frio lá fora, quente cá dentro, chá quentinho, bolachas com doce de maçã, cobertor por cima das pernas, lareira acesa...)
13.9.10
Cá-nó!
Que é como quem diz: casa nova!!!! O poema fraco, barato, de algibeira, a roçar o ridículo:
AH! como é bom acordar no quarto novo, ainda com coisas encaixotadas!
Como é bom tomar o pequeno almoço na cozinha nova, linda e prontíssima! Estrear a placa, a máquina de lavar louça, o exaustor!!!
Ah, como é maravilhoso tomar banho na banheira nova, usar as sanitas e os autoclismos novíssimos, abrir as torneiras caríssimas e olhar os escassos azulejos ainda com restos de cimento cola (que tenho de remover)!
Ah, como é relaxante sentar-me no meu sofá não tão novo e ficar a olhar para a sala gigante e quase vazia!
Ah, como foi bom retirar o resto do entulho do quintal e não ter sobrado nem meis um pintelho de lixo!
Ah, pessoal, como é bom estar em casa...
Home, sweet home!
AH! como é bom acordar no quarto novo, ainda com coisas encaixotadas!
Como é bom tomar o pequeno almoço na cozinha nova, linda e prontíssima! Estrear a placa, a máquina de lavar louça, o exaustor!!!
Ah, como é maravilhoso tomar banho na banheira nova, usar as sanitas e os autoclismos novíssimos, abrir as torneiras caríssimas e olhar os escassos azulejos ainda com restos de cimento cola (que tenho de remover)!
Ah, como é relaxante sentar-me no meu sofá não tão novo e ficar a olhar para a sala gigante e quase vazia!
Ah, como foi bom retirar o resto do entulho do quintal e não ter sobrado nem meis um pintelho de lixo!
Ah, pessoal, como é bom estar em casa...
Home, sweet home!
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