Sempre Inocentes. Do princípio das Coisas. Do nunca terminar um feito. Do jamais desistir de um sonho. Do sonhar sem destino. Do mundo. Das coisas. Das pessoas.
14.9.06
7.9.06
Promessa ao futuro
Quando for grande, e não tiver tempo para as coisas todas da vida, quero pelo menos guardar tempo para vos ver crescer. Naquilo que de mim depender, vocês serão as crianças mais felizes do mundo. Quero ensinar-vos que a verdade, a tolerância e a alegria são as coisas mais importantes nas relações com os outros. Ensinar-vos que, com amor e afinco, o mundo é vosso! Vosso! Dizer-vos que, por muito que alguns o neguem, esta vida é mesmo maravilhosa demais para ser desperdiçada. E ensinar-vos o encanto de brincar à beira-mar, de olhar um ceú estrelado, de apanhar uma flor ou deixá-la desabrochar. Mostrar-vos o Alentejo que aprendi a amar, os animais como iguais, o sol como estrela mãe e a lua como companheira das horas escuras. Lembrar-vos que pai e mãe são porto seguro, nas mais frondosas tempestades.
E, depois de vos ver grandes, prontos para uma vida única e insubstituível, deixar-vos descobrir por vocês mesmos que o mundo pode ser cruel, amargo e as pessoas nem sempre são o que parecem. Mas que, ainda assim, continua a ser possível fazermos brilhar o coração daqueles que amamos.
E, depois de vos ver grandes, prontos para uma vida única e insubstituível, deixar-vos descobrir por vocês mesmos que o mundo pode ser cruel, amargo e as pessoas nem sempre são o que parecem. Mas que, ainda assim, continua a ser possível fazermos brilhar o coração daqueles que amamos.
29.8.06
'Friends'
Há pessoas que me fazem sentir um ser humano cheio de sorte. Posso dizer, com toda a honestidade, que sou feliz e em muito devo-o a três simples mas fantásticas pessoas. Sinto-me mesmo feliz! Amo-vos!
23.8.06
in-destinada
"Ao que tens de ir, não podes fugir."
Discordo completamente e, todos os dias, encontro pessoas que me repetem esta frase. Por mim, farei sempre aquilo que me parecer mais indicado. Nunca o que os outros julgam ser melhor para mim. Recuso-me, terminantemente. E não: o meu destino não está escrito!
Discordo completamente e, todos os dias, encontro pessoas que me repetem esta frase. Por mim, farei sempre aquilo que me parecer mais indicado. Nunca o que os outros julgam ser melhor para mim. Recuso-me, terminantemente. E não: o meu destino não está escrito!
22.8.06
21.8.06
Aluada
Se tu fosses o amor em dias de lua cheia e em noites de vento quente, seria eu céu e estrela cadente, à espera de um desejo teu, em busca de um sonho meu. Se tu pudesses ser meu em noites de insónias lunáticas e dias grandes, seria eu mar e onda e água, num vai-e-vem de espera constante.
Se eu fosse tua, num desespero de momento ébrio serias meu - embriaguez múltipla, extasiante, infinita. Se, num dia de lua cheia, o mar se deixasse embebedar de ti, bêbeda por ti seria eu, trazida pelo poder desse amor, finito, vazio, de uma noite só.
Bêbeda por ti. Em noites de lua cheia.
Se eu fosse tua, num desespero de momento ébrio serias meu - embriaguez múltipla, extasiante, infinita. Se, num dia de lua cheia, o mar se deixasse embebedar de ti, bêbeda por ti seria eu, trazida pelo poder desse amor, finito, vazio, de uma noite só.
Bêbeda por ti. Em noites de lua cheia.
18.8.06
Narrow daylight

Narrow daylight entered my room
Shining hours were brief
Winter is over
Summer is near
Are we stronger than we believe?
I walked through halls of reputation
Among the infamous too
As the camera clings to the common thread
Beyond all vanity
Into a gaze to shoot you through
Is the kindness we count upon
Hidden in everyone?
I stepped out in a sunlit groove
Although deep down
I wished it would rain
Washing away all the sadness and tears
That will never fall so heavily again
Is the kindness we count upon
Hidden in everyone
I stood there in the salt spray air
Felt wind sweeping over my face
I ran up through the rocks to the oldwooden cross
It's a place where I can find some peace
.
Palavras de Diana Krall, in "Narrow Daylight " (para ouvir no topo da coluna à direita)
Foto de Rui Bonito, in 1000imagens
16.8.06
Vou-venho
O Asulado é que tem razão. Sou caprichosa, mimada, faço birras, quero e depois não quero... Não sei o que quero, portanto. O Asulado sabe, porque tem assistido a uns amuos meus. Tem razão quando diz "Vá, vai lá. Depois estaremos por cá, quando quiseres." Tem uma paciência e sapiência invejáveis. E eu não. Talvez por isso tenhamos tido sempre uma relação estranha.
Bom, tudo isto para dizer que, desta vez, o Asulado voltou a ter razão, mas não na totalidade. É certo que me custa sempre deixar de escrever nos meus blogs, mas também é verdade que, desta vez, foi-se mesmo embora toda a minha criatividade. Talvez seja cansaço. talvez seja, simplesmente, falta de jeito para levar projectos adiante. Talvez seja porque a vida me corre bem, sem ser muito bem. Talvez seja também porque devia estar de férias, e ainda não consegui. Talvez seja porque, de repente, parece que todos os meus leitores deixaram de cá vir dar "mimos". Talvez também porque deixei de escrever com tanta frequência. Sou, de facto, caprichosa.
Mas garanto que, desta vez, não volto por acaso. Nem sozinha. Preciso de todos vós e de cada um. Se assim não for, não sei o que isto será.
Bom, tudo isto para dizer que, desta vez, o Asulado voltou a ter razão, mas não na totalidade. É certo que me custa sempre deixar de escrever nos meus blogs, mas também é verdade que, desta vez, foi-se mesmo embora toda a minha criatividade. Talvez seja cansaço. talvez seja, simplesmente, falta de jeito para levar projectos adiante. Talvez seja porque a vida me corre bem, sem ser muito bem. Talvez seja também porque devia estar de férias, e ainda não consegui. Talvez seja porque, de repente, parece que todos os meus leitores deixaram de cá vir dar "mimos". Talvez também porque deixei de escrever com tanta frequência. Sou, de facto, caprichosa.
Mas garanto que, desta vez, não volto por acaso. Nem sozinha. Preciso de todos vós e de cada um. Se assim não for, não sei o que isto será.
4.8.06
Culpada
Perdi-lhe o rumo. Deixei-o levar-se por si só, sempre livre e inocente. Agora, perdi-lhe o sabor e a magia. Perdi o jeito e a vontade. Serei eternamente culpada. Jamais inocente.
30.7.06
A vida...
26.7.06
Pretérito perfeitamente acabado
Num canto do quarto deixei-me ficar. Esperei por ti, na noite chegada. E no canto do chão olhei-te deitado, à espera de mim, de luz apagada. Deixei-me ficar, esperando por ti. Esperaste deitado, na noite acabada.
18.7.06
Este blog fez dois anos no passado dia 15 e, nem eu, nem ninguém, se lembrou do facto. Acho que revela uma série de coisas:
- Eu já não tenho tempo para isto;
- Os leitores já não têem tempo para isto;
- Ando esquecida;
- Andam esquecidos;
- Sou distraída;
- São distraídos, os meus hipotéticos leitores.
.
Dito isto, resta-me agradecer a todos os que contribuíram para dois anos de inocências e indecências constantes. Homens, mulheres e coisas do género. Todinhos, até aqueles a quem nunca prestei a devida atenção. Asulado, a culpa é tua!
.
11.7.06
Tropicalismos
Sem nunca lá ter estado, hoje estive em África, sob uma chuva quente, quente. e o vento soprou forte, escaldante, refrescando o pescoço molhado.
5.7.06
Fomos
Fomos grandes
Fomos fortes
Fomos capazes
Fomos menos
Fomos putos
Fomos vencidos
Fomos...
Portugal.
Já fomos...
Fomos fortes
Fomos capazes
Fomos menos
Fomos putos
Fomos vencidos
Fomos...
Portugal.
Já fomos...
29.6.06
Solteiro II
Aos quinze anos prometera nunca mais amar ninguém como amava aquela miúda do 1º frente. Os primeiros beijos e amassos faziam-no acreditar que era a mais fácil promessa de cumprir.
Aos 19, prometera, entre um bacardi e outro, ao seu melhor amigo, que nunca o trocaria por mulher nenhuma. As amizades ficam para sempre, já as mulheres... Achou-se grande e homem, com a promessa sentida. Depois prometeu à ex-namorada do ex-amigo traído que seria ela a mãe dos seus filhos. Quando saiu do "hotel mamã", aos 25, prometeu que não voltaria a não ser para levar o resto da tralha, livros incluídos. Prometeu portar-se bem, prometeu não se perder na vida, prometeu ser honesto, trabalhador e participar nas reuniões de família.
cada vez mais colocava em causa as suas promessas.
Aos 19, prometera, entre um bacardi e outro, ao seu melhor amigo, que nunca o trocaria por mulher nenhuma. As amizades ficam para sempre, já as mulheres... Achou-se grande e homem, com a promessa sentida. Depois prometeu à ex-namorada do ex-amigo traído que seria ela a mãe dos seus filhos. Quando saiu do "hotel mamã", aos 25, prometeu que não voltaria a não ser para levar o resto da tralha, livros incluídos. Prometeu portar-se bem, prometeu não se perder na vida, prometeu ser honesto, trabalhador e participar nas reuniões de família.
cada vez mais colocava em causa as suas promessas.
Solteiro I
O fumo do cigarro subia, preguiçosamente, em direcção ao candeeiro de pé alto, colocado ao canto da sala, entre dois sofás encarnados. Fora, aliás, a única mobília pela qual tinha feito um esforço para trazer do seu passado com ela. Um candeeiro de pé alto e dois sofás encarnados eram agora a sua única companhia. Isso e os livros, dos quais prometera, ainda solteiro, nunca se separar. Colocava agora em causa todas as suas promessas.
Prometera um rio de coisas, a um mar de gente. Nem sempre as tinha cumprido.
Prometera um rio de coisas, a um mar de gente. Nem sempre as tinha cumprido.
28.6.06
Infelizes
Ando a ler um livro inquietante sobre um livro inquitante. Agita-me a alma, sempre que o folheio. é absorvente e rouba-me tempo, mais que um relógio. É delicioso. E fala da felicidade dos infelizes. A felicidade de escrever as amarguras. Escreve-se sempre melhor quando a vida nem por isso corre bem. Talvez isso explique a minha ausência. Ando em "maré alta" há demasiado tempo para ser verdade. e sinto falta de me sentir triste para escrever palavras bonitas. E cada vez me convenço mais que as palavras são mais felizes nas penas dos infelizes.
27.6.06
Um texto para a imagem
Hoje vi uma fotografia daquele velho celeiro, onde o Universo se fechava sobre nós e mais nada existia em seu redor. Onde fizemos o nosso ninho ao amor completo e eterno, às escondidas de um mundo que se esforçava por não nos compreender. Fomos as chamas de um amor que se incendiava em labaredas que chegavam aos céus, em cada encontro furtivo.
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by Montenegro
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