11.6.07

Vale a pena

Sempre que penso desistir de alguma coisa, eis que algo superior à minha vontade me faz repensar a minha opção. Nunca fui muito de desistir. Mas sim, já desisti de algumas coisas. De pessoas. De tentar entender, de tentar compreender atitudes. Afinal, cada um de nós é um mundo. Um turbilhão de emoções, razões e porquês. Saberá, à partida, cada um de nós, os "q's" das suas atitudes.
Há, no entanto, coisas que me continuam a ultrapassar e, voltando ao cerne da questão: sempre que penso "vou deixar isto para trás" ou "se calhar não vale sequer o esforço", alguém ou alguma coisa surge a provar o contrário. Passa-se isso mesmo aqui, neste meu canto. No trabalho. Em casa, com a família. Na minha vida, em geral. E, apesar de todos os "ses", chego sempre à conclusão que, afinal, tenho levado a rumo certo cada uma das minhas decisões.
Que vos seja, também a vós, possível, chegarem a essa conclusão, um dia, quando pensarem que não vale a pena.

1.6.07

Eu...

Eu quero: que aqueles que amo sejam felizes - serei depois também muito feliz!
Eu tenho: poucos mas muito bons amigos!
Eu acho: que devia ser sempre verão, com a chuva a cair durante a noite!
Eu odeio: que falem de mim nas minhas costas
Eu sinto saudades: da minha mana; de ser pequenina; de subir às árvores; de saltar ao elástico e achar que o tempo corria devagar...
Eu escuto: música em todo o lado! Sempre! Viciada mesmo.
Eu cheiro: o pescoço daqueles que amo e "catalogo" na minha memória. (sim, é uma tolice!)
Eu imploro: que me façam massagens. Viciada.
Eu procuro: sempre as chaves do carro na mala durante pelo menos 20 segundos...
Eu arrependo-me: de não ter aproveitado mais a vida!
Eu amo: o mar, o sol, papoilas, paisagens, a vida, as pessoas e as relações... e algumas pessoas em particular de uma forma muito intensa!
Eu sinto dor: nos joelhos (em particular no esquerdo) quando muda o tempo! :D
Eu sinto falta: de tempo para fazer tudo o que quero na vida!
Eu sempre: Fui assim, tolinha. Sempre me empenhei demais nas relações. Sempre gostei de música. Sempre adorei cerejas. Sempre fui honesta com os meus sentimentos. Sempre soube o que quis da vida.
Eu acredito: em mim, nas minhas decisões. No poder do amor.
Eu danço: quando bebo uns copos! Lol!
Eu canto: cada vez menos e cada vez pior! Mas também quando bebo uns copos e há uma viola por perto!
Eu choro: muito frequentemente e pelos mais variados motivos!
Eu falho: muito as datas de aniversário dos amigos! Lol!
Eu luto: pelos valores em que acredito.
Eu escrevo: cada vez menos no blog (sorry!) e cada vez mais no meu emprego.
Eu ganho: uma nova energia quando os dias são grandes e o sol brilha!
Eu perco: a paciência com pessoas que falm sozinhs ao pé de mim.
Eu nunca: andei de avião! Lol! Nunca esqueço quem me faz bem. Também não esqueço quem me faz mal.
Eu confundo-me: com números.
Eu estou: desejando que cheguem as 18h30! Hoje vou sair a horas!
Eu sou: muito, muito, muito feliz! A cada momento!
Eu fico feliz quando: os meus sobrinhos correm para os meus braços a gritar "TIIIIAAAA!!!!"
Eu tenho esperança: de ser mãe!
Eu preciso: de sentir que o mundo é feito de pessoas que amam vida.
Eu deveria: falar menos e pensar mais! Lol!

desafio lançado pela minha querida nês!

30.4.07

Há outra coisa,

que aprecio sempre, seja Primavera ou não. Antes de entrar em casa, erguer os olhos ao céu, contemplar o maior número de estrelas possível e perceber a grandiosidade de ser vida! E então, sou feliz, todos os dias, ao anoitecer.

27.4.07

Papoilas Vermelhas

É das coisas que mais aprecio na Primavera: acordar, abrir a janela toda para trás e apreciar as lindas papoilas vermelhas que se erguem no terreno da frente... E sou feliz, todos os dias, logo pela manhã!

12.3.07

8.3.07

7.3.07

5.3.07

Nunca Indecente

Isto de se ser sempre inocente tem os seus "q's". Acredita-se nas pessoas piamente. E depois... é quase sempre o fiasco. Prefiro, ainda assim, continuar a acreditar nas pessoas. Mesmo que antecipe desde logo a desilusão. Acho que não faz sentido lidar com alguém, dia após dia, sem poder confiar, sem poder acreditar nas palavras, sem poder rir com vontade. Prefiro continuar a acreditar. E se é verdade, como normalmente me dizem "Um dia, quando cresceres, vais aprender a não confiar", eu sou uma péssima aluna. A vida tenta, tenta, tenta... mas comigo... não tem sorte nenhuma! Eu não aprendo! E orgulho-me disso! Prefiro ser Sempre Inocente.

19.2.07

Olá "sis",

Hoje bateu uma saudade do tamanho do mundo... Revi cada momento em que fomos felizes juntas, em que ríamos que nem loucas. Relembrei cada noite passada na varanda, quando partilhávamos os amores adolescentes! Revi-te na cama do Hospital, depois do Daniel nascer e após a cesariana do Miguel. Estavas tão feliz e cansada! Lembro-me de cada copo cheio de gelo que me pedias para o trincares e ficares com anginas!!! Consigo rir como dantes, das tuas loucuras com os filmes de terror, da tua paixão inexplicável por motas, do amor à música, do teu velho e enorme órgão... e quando te lembraste de pintar o cabelo de loiro? !!!! Que loucura! E lembro com saudade os "beiinho da boca" que chocavam a mamã! Ela anda tão triste.... Tomara poder acalentar-lhe a dor... Onde quer que estejas além de nos nossos corações, fá-la perceber que não te foste embora... a saudade consegue ser muito dolorosa... tu sabes.

Os meninos não perguntam por ti, lá em casa. Mas sei que sentem a tua falta. Todos nós. O teu/meu filho anda apaixonadíssimo por mim. Talvez te reveja em mim, não sei... E hoje só me apetecia abraçar-te muito, passear contigo pelas memórias boas da nossa vida... lembras-te quando casaste? E eu de perna partida, com gesso a perder de vista, que não parei de dançar... Foi tão divertido... e quando tentávamos fazer das reuniões de família um momento musical? LOL! Belos tempos, "sis"...

Queria poder colocar aqui todas as fotos da minha lembrança. Nessa impossibilidade, deixo aqui o resultado do nosso amor: o teu/meu filho, o Miguel.

Está terrível! Espreita-me no banho e só quer dançar no meu quarto! "tia ssussana, liga o rádio pa eu dançar!!!" Tá demais, mana!

Olha por nós.

Amo-te muito!

14.2.07

O valentão

Conhecia-lhe os gestos de cor, o cheiro a milhas e as curvas do corpo de olhos fechados. Era Amor que sentia. Não se tratava apenas de uma capacidade telepática. Era antes uma benção. Não é fácil encontrar a cara-metade. Mas sabia que, a partir do momento em que o vira, o mundo deixaria de ser uma incerteza e passaria a ser o ninho do seu Amor. Haviam passado por momentos de angústia, de dor, de saudade infinita. Mas, juntos, haviam sabido ultrapassar cada obstáculo. Era isso, afinal, o Amor. E nada tinha de Valentim. Era o Amor, o valentão. Resistente a tudo e a todos.

9.2.07

se as boas vibrações do dia de hoje se mantiverem, este vai ser um bom fim-de-semana. Bom euromilhões, bom voto no sim e bom descanso a todos!

7.2.07

Terminar a noite com um beijo molhado e um adeus sentido. Até sempre parece demasiado vago. O calor dos teus lábios são, com certeza, um melhor antídoto para a espera que nos espera. E a imagem da tua roupa espalhada no chão ao lado da minha será sempre o elixir refrescante de cada manhã.

29.1.07

Un poco, ma non troppo

É como nos restaurantes de comida italiana, o amor. Deve amar-se. Amar-se em quantidades consideradas suficientes. Mas não em demasia. Pode, pois claro, provocar azia. É que quando se ama a mais, corre-se o risco de amar quem não se deve. Amar tudo e todos pode ser um cocktail perigoso. Porque o amor não pára de crescer e o limite entre a satisfação e a overdose pode ser ténue. É ténue.

18.1.07

Silenciosamente

Queria poder gritar até partir as cordas vocais. E num grito surdo dizer ao mundo o que sinto. Queria gritar até me faltar o sangue nas veias. Gritar, gritar, gritar. Até mais não poder.

17.1.07

é a vida que me move. aquilo que ela me pode dar. ou tirar. é por isso que vivo e com vontade de viver. é daí que me vem a força de me levantar a cada dia que passa. da vida. do viver. do ser, sentir, vibrar. e há vida em tudo o que faço. em tudo o que vejo, que choro, que sinto. sou mais eu, mais vida, quando a penso. quando sobre ela medito. quando me deixo levar pelo coração. quando ouço músicas que me penetram a alma e a pele. sou mais eu, mais vida, quando reconheço os meus sentimentos nos outros. quando os sinto dentro de mim. quando, calmamente, os separo e reparto em compartimentos. e jamais serei capaz de os explicar. mas também hoje, na impotência de os classificar, sei dizer e sentir que a vida que hoje sinto em mim é mais cinzenta.
confusa e saudosa. de algo que ainda não sei. que ainda não sou. que ainda não vivi.