30.12.09

2009

Final do ano, final de década, final dos meus doces vinte anos. Prestes a entrar nos 30, prestes a começar uma nova década, pronta para assambarcar 2010. Urge, portanto, fazer um balanço. Não dos 29 anos (que seca!), mas do ano. e não que precise de partilhar (até porque já perdi os meus dois "clientes" assíduos) mas porque sinto necessidade de escrever nalgum lado o que foi 2009 e, assim como assim, como já não sei escrever em papel... Vai mesmo no blog, coitadinho.
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Ora bem, aqui vai um balanço em jeito de rodapé:
Mudei de emprego
Hurray!, Comprei casa
Mudei de casa, mas não para a nova
Fixe! Comecei a dar formação profissional
Fosga-se, ganhei muita dinheiro, este ano! (e gastei mais, pois claro!)
Fui mais feliz que em 2008
Não morreu ninguém da minha família, ao contrário dos três anos anteriores
Não viajei para fora (nem para dentro, para dizer a verdade)
Fiz mais de 15 mil quilómetros em 6 meses
Comecei a fazer planos para fazer crescer a família
Deixei o blog ao abandono (coitadinho... snif...)
Não escrevi uma única carta a ninguém
Não saí muito à noite...
Namorei imenso e tenho o amor vivo em mim! (não, não é com deus e essas coisas)
Papei chuva em viagens que até meteu nojo!
Formei-me em pedreira de segunda ou similar! Ah, pois foi!
Engordei 6 kilos (é o que dá a boa vida)
Só vi o mar de perto aí umas 4 vezes... o alentejo fica longe da aguinha!
Fui promovida no novo emprego. Sou um espectáculo! :)
Dei muitos miminhos às pessoas q amo! Ai pois é!

E dito isto, desejo a todos vós uma eterna passagem de ano, cheia de saúde, alegria, comidinha da boa, bebidinha da melhor e náuseas mínimas!
Beijocas e até ao meu regresso, em 2010.

PS - 2010 é um ano meu, ok? Desagarrem-no, faz favor! :)

22.12.09

Saudade

Hoje bateu forte, a p**a da saudade...
Muitas saudades da minha mana.
Mas de repente, vem logo aquela vozinha que não me deixa nem sequer curtir a maldita e que me diz:
OBLADI-OBLADÁ, LIFE GOES ON, 'BRO!

15.12.09

Mês NÃO

Afinal, este mês:

- Não deixei de fumar.
- Não engravidei.
- Não vou passar o Natal e o Ano Novo na minha casa nova.
- Não recebi os quase 5 mil euros que me devem.
- Não comprei muitas prendas.
- Não fui com o carro à oficina.
- Não emagreci.

Definitivamente, estou em mês não.

20.11.09

Dexei de fumar

Pronto, é isso.
Deixei. Ontem.
Vamos ver.

10.11.09

Pessoas estranhas

Ainda me estou a recompor de uma reunião que tive na passada quinta-feira. Ou melhor, da pessoa com quem estive em reunião.
Durou quase 4 horas. Para apresentar um projecto. Pelo meio falou das bandas que já viu ao vivo, dos chatos que são alguns artistas, da relação que teve com uma ex que não compreendia a sua vida, da sua actual relação e das vezes que não vai jantar a casa e nem sequer avisa, do dinheiro que algumas câmaras lhe devem, de concorrentes de mercado que são vigaristas e sei lá eu de mais o quê.
Esta personagem, com cerca de 1,90 cm, é um pedaço de homem. Charmoso, bem falante e tal. Mas que seca de gente, meu deus!
Além disso, passou mais de metade da reunião com um macaquinho pendurado na narina direita. E eu, incomodadíssima, fartei-me de passar os dedos pelo meu nariz, na vã esperança que o habitante do nariz do Sr. decidisse parar de lutar contra a gravidade.
Foi estranha, a reunião.
Ah, e o sr. também acredita que o Michael Jackson está vivo. Porque ninguém viu o corpo dele. Sim. E também acredita que o Elvis pode, um dia, aparecer.
Há pessoas assim.

3.11.09

Aviso à navegação

Caros leitores,

Esta semana escusam de tentar a sorte no euromilhões. Eu, pessoa a quem nunca sai nada, já preenchi e registei os boletins para o dito cujo. E já vi no meu signo que "esta semana é que é". Portanto, poupem os vossos tostões, que esta semana o prémio é meu.
Mais adianto que, depois de ter o prémio em minhas mãos, não faço questão de o partilhar com os meus assíduos 3 leitores, portanto já estou a preparar o encerramento do blog logo após o pilim estar seguro na minha conta.
Tenho dito.

Adenda a 09 de Novembro, segunda: não ganhei nadica. Zero. Caput. Nicles. Batatinhas. NADA. O blog continua, portanto. Hunf!

2.11.09

Sinto-me quase sempre insatisfeita. E tenho a leve sensação que vai ser assim a vida inteira. Não sei se é bom, se é mau. E depois, às vezes, farto-me de estar bem.

29.10.09

José Saramago - Versão "bonzinho"

Normalmente não comento as coisas que todos comentam: irrita-me a falta de assunto. Não sou amante de Saramago, mas reconheço-lhe o devido mérito. O último livro? Apenas ficção! Apenas aquilo que o homem pensa! Será crime??? Bolas! Qualquer dia vamos todos presos!
Mas só para desanuviar, para desmistificar o quão "mau" o Saramago pode ser, aqui vai a coisa mais doce que o dia de hoje me trouxe: Saramago.
E pergunto, antes de verem o vídeo:
"E se as histórias para crianças fossem de leitura obrigatória para os adultos? Seríamos realmente capazes de aprender o que, desde há tanto tempo, vimos ensinando?"

Good vibes



Ainda que o sol ouse, um dia, não nascer; mesmo que o mar não recue ao sabor das marés; e ainda que a vida me prive dos meus cinco sentidos, sei que serei forte, optimista, positiva. É isso que o Mundo e o Universo esperam de mim. De nós.

24.10.09

2010 - babyboom!

Nos tempos de universidade éramos 4, as amigas do coração. E continuámos, desde que a escola acabou, há quase 4 longos anos. Mantivemos sempre o contacto, a amizade e a loucura que nos unia.
A primeira a ser mãe foi a Inês. Ninguém esperava, pois era a mais "tresloucada", a mais inconsequente, a mais frenética! Hoje, é uma mãe altamente galinha, e é, para nós, um orgulho vê-la com a inês pequenina!
Entretanto, durante o verão, a P. engravidou! Hurray! Sobrinho (ou sobrinha!) a caminho! Boa!
Hoje, recebo outra notícia! A C. também engravidou! Fiquei tão feliz! Os babys vão ter cerca de 2 meses de diferença e aposto que vão ser muito amigos!
E agora... pois é1 Falto eu! Mas 2010, oficialmente o ano do "nosso" babyboom, será, com certeza, o ano em que também eu vou PARIR!

20.10.09

Só por causa das moscas

O título deste post é algo que costumo dizer em jeito de prevenção, do género: "deixa-me lá ligar antes de ir, só por causa das moscas". Sim, sei que não é nem sequer uma espécie de provérbio popular, mas é algo que costuma assentar que nem uma luva, em determinadas situações.
A coisa torna-se ainda mais real, quando, na verdade, odeio moscas. Depois das baratas, a mosca é o animal que mais me enerva. Tem aquele dom fantástico de pousar no braço. A gente sacode. E a mosca dá meio voo e, toma!, no mesmo sítio do braço. A gente volta a enxotar. A p*** da mosca volta a pousar EXACTAMENTE no mesmo espacinho reduzido do braço. Normalmente consigo vencê-las ocultando a zona visada debaixo da manga da camisola ou do lençol, consoante as situações. Mas pronto, odeio moscas. E nem sequer lhes reconheço qualquer função vantajosa para a Mãezinha Natureza. As formigas são chatas mas têm a sua função, agora as moscas... Desconheço qualquer utilidade a este bicho que adora lixo e cocós.
Adiante - Drama da semana: tenho uma mosca no carro.
Há uns anos lembro-me de ter visto um documentário sobre estas criaturas onde os senhores cientistas apaixonados pelo insecto em causa afirmavam que a mosca tem uma esperança média de vida de 5 dias e, como tal, não deveria o espectador "desesperar por ter uma mosca em casa, pois ela acabaria por morrer em breve".
Constatação da semana: tenho uma mosca no carro há 7 dias. E, acreditem, já tentei de tudo. Quando vou na auto-estrada abro os vidros todos, na vã esperança de que a mosca do caraças seja sugada pelo vento, mas não. Já tentei fumar no carro de vidros fechados, a ver se ela sufoca tanto como eu, mas nada. Já tentei ligar o aquecimento no máximo, a ver se ela fica molinha, molinha, molinha para eu a caçar. NADA! A mosca resiste.
Hoje chove a cântaros. Pensei: vai andar molinha, pousando aqui e ali... vou apanhá-lá. Wrong again! Anda desnorteada, a bater contra os vidros, mas não a apanho.
Ao contrário do que se possa pensar, não tenho restos de comida nem sequer cocós na viatura. Tenho, sim, muito pó no tablier e maços de tabaco vazios na consola. Nada de coisas que agradem a uma mosca. E sim, já a tenho há 7 dias no carro. E quando lá chegou, não era bebé! (pensando nisto, acho que nunca vi uma mosca bebé...)
Quando é que ela morre???? É esta a questão da semana. Uma vez que me parece uma super-mosca, vou tolerar a chatice de a ter colada aos braços todos os dias só para ver a sua resistência! Ainda assim, vou comprar o dum-dum, dizem que não escapa um.
Só por causa das moscas, claro está.

19.10.09

parece-me bem

E ainda dizem que o sexo está caro...

14.10.09

Só de Sacanagem!

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, "Esse apontador não é seu, minha filhinha”.

Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.

Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. Só de sacanagem!

Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba”
e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez.
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.

Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!

Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser,vai dar para mudar o final!

poema de Elisa Lucinda

13.10.09

Coração

Lembro-me de ser pequenina e descobrir o meu coração. Ou melhor: descobrir o bater do coração dentro do peito. A princípio suspeitei. Quem será que me está a fazer sentir isto cá dentro?
Depois, com o passar dos anos, percebi que nos treinos de basquet ele batia mais forte, mas compassado. Nas provas perante os outros ficava descompassado. Descobri formas de o acalmar. Ou fazê-lo bater mais rápido. Senti taquicardias. Cheguei a senti-lo em todo o corpo, deitada no chão do pavilhão, depois de um treino de resistência física.
Ainda hoje bate. E, ao contrário do que sempre julguei, não está mais calmo. Continuo a senti-lo descompassado, frenético, forte e rápido. E agora não é do esforço ou do pânico. É de amor, de saudade, de ansiedade. E com o passar dos anos as prioridades trocam de lugar fazendo com que me emocione muito mais com o nascimento de um bebé do que com um foguete a rebentar no ar. Mais com uma música preferida do que com o gelado de morango. No futuro, o que será que vai fazer o coração bater mais forte, cá dentro?

12.10.09

Prometo

Quando for grande, e não tiver tempo para as coisas todas da vida, quero pelo menos guardar tempo para vos ver crescer. Naquilo que de mim depender, vocês serão as crianças mais felizes do mundo. Quero ensinar-vos que a verdade, a tolerância e a alegria são as coisas mais importantes nas relações com os outros. Ensinar-vos que, com amor e afinco, o mundo é vosso! Vosso! Dizer-vos que, por muito que alguns o neguem, esta vida é mesmo maravilhosa demais para ser desperdiçada. E ensinar-vos o encanto de brincar à beira-mar, de olhar um ceú estrelado, de apanhar uma flor ou deixá-la desabrochar. Mostrar-vos o Alentejo que aprendi a amar, os animais como iguais, o sol como estrela mãe e a lua como companheira das horas escuras. Lembrar-vos que pai e mãe são porto seguro, nas mais frondosas tempestades.E, depois de vos ver grandes, prontos para uma vida única e insubstituível, deixar-vos descobrir por vocês mesmos que o mundo pode ser cruel, amargo e as pessoas nem sempre são o que parecem. Mas que, ainda assim, continua a ser possível fazermos brilhar o coração daqueles que amamos.