15.7.08

O blog é meu.

Já o tinha dito aqui antes: parece-me sempre mais fácil escrever quando estou triste. Assim como o poeta é mais feliz na infelicidade. No meu caso, não será tanto assim, mas a verdade é que nos dias tristes me apetece escrever. E não o tenho feito. Penso "ai que chatice, pá, estar agora a inundar a blogosfera de tristeza... as pessoas querem lá saber do que eu sinto...". Hoje, caros leitores, quero mais é que se lixem todos. Que merda, o blog é meu!
Escrevo o que me apetecer! Não gostou? Não coma. O que não faltam aí são blogs felizes.
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A minha avó morreu em Outbro de 2006. A minha irmã em Janeiro de 2007. O meu pai em Junho de 2008. Sinto uma saudade imensa da minha irmã, uma ternura imensa pela minha avó e ainda não acredito que o meu pai morreu. Assim, em 10 dias. Sem saber o que tinha. A pensar que vinha para casa.
E eu penso todos os dias no que será que ele diria perante as decisões que tenho tomado desde então... Ficaria triste de me ver partir rumo à minha vida? Ou ficaria feliz por me ver constituir família? Aprovaria o meu despedimento ou condenar-me-ia pela inconsequência do meu impulso?
E os meus filhos... que ele nunca vai conhecer... Como seria a relação com os gaiatos?
Ao empacotar as coisas no quarto dei por mim a ver albuns de fotografias com a minha irmã C. e demos as duas por nós a chorar.
E hoje, quando penso que o nenhum deles vai voltar, dá-me uma dor incrível no estômago, um nó tremendo na garganta e as lágrimas inundam-me os olhos. E hoje percebo a dor de perder alguém que se ama. De uma forma pura, desprendida, desinteressada.
E sinto-me triste.
Muito Triste.
Muito.

24.6.08

Acordei a pensar nisto:

Daqui por um ano, como estará a minha vida?
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17.6.08

Verdade, verdadinha

Cabe-nos a nós próprios tratar da nossa vida. Nem destino, nem deuses, nem professores bambu poderão mudar o que está na nossa mão: o caminho certo a percorrer.
Vivemos. Temos de viver. Um dia melhor, outro pior. É assim. Mas temos de viver. Eu, pelo menos, quero muito viver. E bem. Viver muito e bem.
E é isto: podemos escolher viver bem ou viver mal. Eu escolho viver bem. De acordo com as minhas emoções. De acordo com aquilo em que acredito: que é possível ser feliz, todos os dias, um bocadinho.

16.6.08

29 DIAS DE VIDA

Desde o passado dia 19 de Maio, data do meu último post e em menos de um mês aconteceram assim coisas do outro mundo na minha vida.
Dizia eu que precisava de um boom na minha vida? Pois bem, recebi-o quase de uma só vez.
- Dia 23 de Maio - Fiz 28 anos - sinto-me mais velha, naturalmente, e com menos tempo para cumprir todos os meus sonhos.
- Dia 27 de Maio - Decidi que quero ser feliz enquanto cá estiver nesta vida, e na sequência desta certeza, apresentei a carta de demissão no trabalho. Tenho direito a ser feliz.
- Dia 29 de Maio - o meu pai é transferido do internamento de pneumologia para as urgências (!!) do Hospital de Faro em estado grave: baço dilatado, cansaço extremo. Estado confusional, hipoglicémia.
- Dia 30 de Maio - Ao espirrar, dou um jeito nas costas que me impossibilitou de caminhar. Tomo dois Voltaren, e sigo para o trabalho. Liguei à amiga que casava no dia seguinte. O estado de saúde do meu pai e a minha dor talvez me impedissem de ir ao casamento...
- Dia 31 de Maio - casou-se uma das amigas do coração. O pai melhorou, a dor nas costas também. Segui para Albufeira e o dia foi lindo. Partilhar a alegria de duas pessoas que se amam é uma honra e uma alegria ainda maior.
- Dia 03 de Junho - O estado de saúde do meu pai leva-me a visitá-lo no Piso de Medicina I. Saí a chorar. Cor amarela, olhos mortiços, dificuldade em respirar, grave infecção hepática. Gânglios cancerígenos no abdómen. Linfoma ou Leucemia? Perda de peso, falta de apetite, forte obstipação.
- Dia 04 de Junho - Antes de seguir viagem para Lisboa em trabalho, que me afastariam do Algarve durante 16 dias, volto ao Hospital. Despedi-me, para sempre do meu pai. Acreditei que, quando voltasse, já não o voltaria a ver. Os médicos advertiram-nos da gravidade da situação.
- Dia 05 de Junho - Em Lisboa recebo um telefonema da minha irmã, às 14h50. O meu pai deixou-nos. Para sempre.
...
No espaço de ano e meio, o meu lar, a minha família, que antes era grande e alegre, perdeu três membros. Avó, irmã e pai. A minha mãe perdeu, por consequência, a sua mãe, uma filha e o marido, companheiro de 40 anos de vida. E assim, num ápice mais atroz do que se possa sequer imaginar, ficamos reduzidos a três. Agora sou eu, a minha irmã mais velha e a minha mãe. Que está triste, cansada de perder partes de si. E nós, as manas que nem sempre se deram bem mas que agora fazem o esforço tremendo de manter a mãe ocupada, menos triste, menos cansada, menos desmembrada.
...
Não é fácil, mas conseguiremos fazer desta, uma melhor família.

19.5.08

Acontecimento

Só para dizer que no dia 31 deste mês tenho um casamento.
Da melhor amiga.
Sou madrinha.
Estou muito orgulhosa.
Estou muito feliz por ela e por ele.
Ainda não tenho vestido.
Estou preocupada.
Sou, portanto, além de madrinha, uma merdinha!
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Valores

Na ausência sentimos a falta. Na perda, damos valor.
Sinto-me assim, de mal com a vida por não saber dar valor quando ganho. Ou não sentir falta com a presença.
Amo uma série de pessoas, poucas, mas muito boas. Mãe, pai, mana, namorado, seis amigos.
A cada dia que passa dou-lhes menos atenção. E percebo, na sua ausência, e só na sua ausência, que os amo muito. Não sou justa. A vida merecia que eu fosse uma melhor pessoa. A vida não me merece. os amores da minha vida não me merecem.
Não valho nadinha!
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15.5.08

Todos aos Mosqueteiros!!!

Pessoal, dias 15, 16 e 17 é dia de atestar o depósito nos supermercados Intermarché e afins. Gasóleo a 1,24 € e gasolina 95 a 1,34 €. Parece-me MUITO bem!!! Ainda ontem abasteci com gasóleo a 1, 34€!! É um roubo!!!
'Bora lá todos ao Inter!!!
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14.5.08

Para aliviar

Publiquei este post neste meu antigo cantinho, na altura em que me dedicava ao jornalismo (deus me abençoe!). Para quem não quiser clicar no link (eu às vezes tenho perguiça!), aqui fica a reprodução:

"-Portugal até tem gente com cabeça...
- Pois, só nos falta patriotismo.
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Patriotismo???
- Sim... é uma espécie de cola que mantém unidas as pessoas de cada país e que impede que as que têm cabeça se juntem e façam um país só para elas."
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Cartoon Cravo e Ferradura, in DN, 23/Agosto/2005

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Não mudou nada, pois não?
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Tenho um problema:

Agora que, finalmente, depois de anos de "luta" com o mundo, consigo arranajr maneira de viver sozinha, a minha mãe "não me deixa" sair. Diz que sou a filhinha e que vai sentir muito a falta e coisas do género.
Isto de ser a mais nova tem que se lhe diga...
É que a minha mãe continua a insistir que eu coma fruta depois das refeições, apesar de lhe explicar, a cada dia da minha vida, que fico mal disposta com isso. Mas ela insiste, diz que faz falta!
Ai mãezinha querida... Se não fosses tu...
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8.5.08

A resposta!!!

Já percebi tudo. Agora sei o porquê dos aumentos dos combustíveis! Sinto-me melhor, menos enganada!
Subida do preço do petróleo? Qual quê!!! A Galp (e por consequência, todas as outras gasolineiras) aumentou brutalmente o preço dos combustíveis pelos seguintes motivos:
- para poderem fazer publicidade de 25 segundos em televisão;
- para poderem pagar ao Malato um programa na RTP;
- para poderem apoiar a selecção de futebol no euro 2008 (coitados, ganham mal);
- para poderem ter 10 spots de rádio por dia nas principais estações;
- para poderem produzir um dvd e um cachecol (pirosíssimo!) de Portugal e colocar à venda no Modelo;
- para poderem pagar viagens de avião aos portugueses (coitados, pobres de espírito) até à Suiça.
Pronto, agora sou mais feliz, porque sei o motivo do aumento do preço do gasóleo que o meu carro consome. Agora sim, sou feliz.
(bah!)
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30.4.08

I have a dream...

What about you?

28.4.08

Tive direito:

- a fim de semana prolongado a começar no dia 24;
- a viagem ao norte com dormida em hotel;
- a jantar romântico e regado com vinho verde;
- a muito amor, partilhado;
- a um regresso vagaroso, com tempo para ver a paisagem;
- a estadia num alentejo único, como sempre;
- a noite de copos seguida de xutos ao vivo;
- a domingo com acordar tardio (tardíssimo!) e almoço na mesa;
- a final de tarde com caracois, minis e muito boa companhia;
- a conversa até tarde, na mesa do quintal dos amigos...
Tive direito a um fim de semana de 4 dias feliz, sem grandes preocupações laborais, com muito amor, diversão e tranquilidade.
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Não esquecer que também tive direito a levantar-me às07h30 de hoje, fazer 160 kms, entrar às 09h00 e sair do office às 21h00. Uma mão lava a outra... e as duas lavam a cara!

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14.4.08

A prenda

- Que pôr-do-sol tão lindo!
- Pois é. É para ti!
- Oh... Obrigada!
- Não agradeças, posso dar-te um todos os dias.

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21.1.08

Às vezes

falta-me espaço para respirar e tempo para viver. Vida cheia!
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21.12.07

Bom...

Estou de saída. Vou de férias 'natais'. Vou passar o Natal com a família, com o amor e com a família do amor. Amor é, portanto, coisa que não vai faltar. Perú recheado, cabrito no forno com batatinha nova, bacalhau com todos, robalo ao sal, camarão e entradinhas das boas. Tarte de leite condensado, bolo de chocolate com nozes, mousse de manga, aletria doce, tronco de natal, bolo de frutas da tia Antónia e mousse de chocolate para fazer a vontade à sobrinha. Vinho tinto alentejano. Sumos. Wiskey. E Amor. Muito Amor, para dar e oferecer. Que o Amor não se vende!
Volto dia 2, para um 2008 infinitamente melhor.
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20.12.07

A todos um bom Natal

A todos. Sem excepção. Que este seja um momento repleto de saúde, tranquilidade e amor. Que a vossa família possa estar reunida. Que os mais pequeninos se deliciem com os presentes de amor. Que a noite de Natal traga um rasgo de alegria a todos vós. A todos. Sem excepção.
Que reine o Amor.
Que abunde a saúde.
A alegria virá, com certeza, brindar-vos neste Natal.
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10.12.07

Fita

Se a vida fosse uma película de cinema, a nossa história não dava um filme de sucesso. Eu apaixonada, tu enamorado, encontros perfeitos e banda sonora adequada. Sem vilão, sem dramas, sem anti-heróis. Um romance fácil, romântico - e só. Cenas quentes, cenas cómicas, cenas amorosas. E pronto. Não vendia. Ainda assim, pagava para ver, caso não o vivesse, este enredo em que me encontro. Em que te encontro. Em que nos encontramos romanticamente dia após dia.

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